terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Jack Johnson - Sleep Through The Static



Apesar das inovações sonoras para este disco, avançando para registos mais eléctricos e para a inclusão de Zach Gill na formação do grupo, as músicas têm o mesmo sabor que as de álbuns anteriores.

Para quem gosta do estilo calças dobradas, chinelas no pé, e com preocupações ambientais, continuará a gostar das músicas criadas por este surfista do Havai. Músicas como If I had eyes, Sleep through the static e Go on, são exemplo desta continuidade.

Apesar de não considerar este o melhor álbum de JJ, considero-o bastante bom. Neste momento, é um dos CD's de eleição que escuto no meu carro.

Lembro, que JJ estará em concerto no Pavilhão Atlântico, no dia 26 de Junho, juntamente com G. Love & Special Sauce e Money Mark.

Eu vou lá estar!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Aumento de preços - aproveitamento generalizado



Hoje em dia, as instituições privadas e/ou públicas gozam de uma certa imunidade face ao problema do aumento dos preços dos produtos e serviços.

Neste momento, para todo o aumento há uma desculpa. Esta desculpa, data por cada entidade para poder aumentar os preços de determinados bens e serviços, transforma as empresas em "coitadinhos", que até nem queriam que isto acontecesse.

Esta semana fui ao Pingo Doce, e verifiquei que as massas tinham aumentado cerca de 0,10€. Por baixo do preço informava que era devido ao aumento das matérias primas. Imediatamente fiquei com pena do Pingo Doce, porque tinha de aumentar o preço e era coisa que não é costume fazer-se.

Gostava de um dia ver uma placa, sincera, que informasse o seguinte: "Aumento de preços devido à necessidade de aumentar os nossos lucros".

Eu questiono-me se realmente são apenas as matérias primas, ou transportes que nos levam a esta escalada de preços. Parece-me que há um aproveitamento generalizado, no sentido de inflacionar os bens e serviços, tendo como bode expiatório a "crise" mundial.

Outra pergunta que coloco é: Se a matéria prima aumentar hoje, porque é que os preços aumentam imediatamente a seguir? O que está hoje em stock não foi adquirido ao preço de ontem, pelo que os bens já comprados deveriam ter o preço não inflacionado.

Eu como trabalhador por conta de outrém, gostava de ter este Poder. Um dia, entrar no escritório do meu chefe e dizer-lhe, com toda a pena, de que iria aumentar o preço do meu ordenado, pelo motivo de aumento de gasolina e matérias primas. Levaria um rotundo NÃO.

Já agora uma pergunta final!

Porque é que os preços aumentam cerca de 10 a 15%, se as matérias primas têm um peso de cerca de 3%?

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Plano de Pormenor do Espaço de Reestruturação Urbanística da Quinta do Barão

Na reunião ordinária de dia 11 de Fevereiro, a Câmara Municipal de Cascais, procura finalmente dar um término ao Plano que visa a recuperação de vários espaços à volta da Quinta do Barão.

Parece que finalmente vão aprovar a elaboração de várias obras que irão, por certo, valorizar Carcavelos e melhorar a qualidade de vida de todos os que aqui vivem.

Deste plano saliento os seguintes pontos:

- Estabelecimento de um Parque Urbano;
- Reabilitação e requalificação do conjunto edificado da Quinta do Barão;
- Ciclovia, que ligará a zona da Praia de Carcavelos ao Bairro de S. Miguel das Encostas, ao longo da Via Variante à Estrada Nacional 6-7;
- Museu da Vinha e do Vinho; e
- Hotel tipo Resort.

Para melhor consulta sugiro a leitura do texto abaixo.
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"Aprovar a conclusão da Elaboração do Plano de Pormenor do Espaço de Reestruturação Urbanística da Quinta do Barão. O Plano visa a reformulação e definição da ocupação urbanística do território designado por Quinta do Barão em Carcavelos, bem como da Rua Dr. Baltazar Cabral e dos prédios situados a Noroeste compreendidos entre esta, a Via Variante à Estrada Nacional 6-7 e a Via Longitudinal Sul e, ainda, do espaço de cedência para equipamento de utilização colectiva, numa área total de intervenção com 174.133,00m2. Em termos gerais estão previstos o estabelecimento de um Parque Urbano, a reabilitação e requalificação do conjunto edificado da Quinta do Barão, o reperfilamento das ruas Dr. José Joaquim de Almeida e Dr. Baltazar Cabral e a construção do troço da ciclovia, que ligará a zona da Praia de Carcavelos ao Bairro de S. Miguel das Encostas, ao longo da Via Variante à Estrada Nacional 6-7, e do reperfilamento da Rua Dr. José Joaquim de Almeida; serão também reformuladas as acessibilidades viárias e pedonais. O Plano define ainda a recuperação de uma área de produção vitivinícola com cerca de 5,0 hectares, numa alegoria à produção do Vinho de Carcavelos, em Região Demarcada, bem como a recuperação da Adega e respectivos anexos, integrados em património municipal, nos quais irá ser instalado o Museu da Vinha e do Vinho. Na Quinta do Barão vai ser recuperado o Solar e anexos para Hotel tipo Resort com um máximo de 150 quartos, sendo constituídos dois lotes destinados à edificação urbana, até um total de 110 fogos distribuídos por prédios com uma altura máxima de fachada de 16 metros, sendo o conjunto servido por 685 lugares de estacionamento em cave e à superfície. Do conjunto, destacam-se as áreas destinadas a espaços verdes e de utilização colectiva (1.245,00m2) e equipamentos de utilização colectiva (13.000,00m2). Haverá, ainda, 9.273,00m2 afectos a equipamento cultural (Museu do Vinho e da Vinha) e 3.817,00m2 afectos a equipamento social (nova sede da Associação das Guias de Portugal – Companhia de Guias de Carcavelos e da Associação dos Escoteiros de Portugal – Grupo 16)."
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Travar para pensar

Gostaria de partilhar este e-mail que recebi hoje.

Dá para pensar......................

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Experimenta ir de Copenhaga a Estocolmo de comboio. Comprado o bilhete, dás contigo num comboio que só se diferencia dos nossos Alfa por ser menos luxuoso e dotado de menos serviços de apoio aos passageiros.
A viagem, através de florestas geladas e planícies brancas a perder de vista, demorou cerca de cinco horas.

Não fora ser crítico do projecto TGV e conhecer a realidade económica e social desses países, daria comigo a pensar que os nórdicos, emblemas únicos dos superavites orçamentais, seriam
mesmo uns tontos. Se não os conhecesse bem perguntaria onde gastam eles os abundantes recursos resultantes da substantiva criação de riqueza.

A resposta está na excelência das suas escolas, na qualidade do seu Ensino Superior, nos seus museus e escolas de arte, nas creches e jardins-de-infância em cada esquina, nas políticas pró-activas de apoio à terceira idade. Percebe-se bem porque não construíram estádios de futebol desnecessários, porque não constroem aeroportos em cima de pântanos, nem optam por ter comboios supersónicos que só agradam a meia dúzia de multinacionais.


O TGV é um transporte adaptado a países de dimensão continental, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo.

É por isso, para além da já referida pressão de certos grupos que fornecem essas tecnologias, que existe TGV em França ou Espanha (com pequenas extensões a países vizinhos). É por razões de sensatez que não o encontramos na Noruega, na Suécia, na Holanda e em muitos outros países ricos. Tirar 20 ou 30 minutos ao Lisboa-Porto à custa de um investimento de cerca de 7,5 mil milhões de euros não trará qualquer benefício à economia do País.


Para além de que, dado hoje ser um projecto praticamente não financiado pela União Europeia, ser um presente envenenado para várias gerações de portugueses que, com mais ou menos engenharia financeira, o vão ter de pagar.

Com 7,5 mil milhões de euros podem construir-se mil escolas Básicas e Secundárias de primeiríssimo mundo que substituam as mais de cinco mil obsoletas e subdimensionadas existentes (a 2,5 milhões de euros cada uma), mais mil creches inexistentes (a 1 milhão de euros cada uma), mais mil centros de dia para os nossos idosos (a 1 milhão de euros cada um).

Ainda sobrariam cerca de 3,5 mil milhões de euros para aplicar em muitas outras carências, como a urgente reabilitação de toda a degradada rede viária secundária.
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